Como organizar o orçamento depois da demissão

Saiba como se organizar financeiramente depois de sair do seu emprego para não se endividar.

Como organizar o orçamento depois da demissão

Sendo mandado embora ou pedindo as contas, o desligamento de um funcionário da empresa onde trabalha pode acontecer a qualquer momento. Mesmo com todos os direitos recebidos na rescisão, a interrupção de renda não é uma boa coisa, uma vez que faz com que o seu orçamento mensal seja reduzido.

A organização financeira é importante em todos os cenários, principalmente quando o dinheiro que se tem é pouco. Para não se perder nas contas e acabar gastando todo o dinheiro que restou, é fundamental que o desempregado faça um planejamento das suas finanças, buscando prolongar o dinheiro que tem até arrumar outro emprego.

Se você foi demitido ou pediu demissão, entenda como organizar o seu orçamento para não perder o controle e acabar se endividando.

Saiba qual é a sua renda atual

A primeira coisa que você deve fazer é saber qual será o dinheiro que você terá enquanto não consegue outro emprego. Se você foi demitido, você terá direito às verbas rescisórias, ao saque do saldo do FGTS, e ainda ao seguro-desemprego. Já se você pediu as contas, você não receberá o seguro-desemprego e dificilmente conseguirá sacar o FGTS.

Sendo assim, reúna todos os seus recebimentos, sabendo o total da sua renda. Caso você tenha direito ao seguro-desemprego, saiba qual o valor do benefício e por quanto tempo você o receberá, tendo uma noção de quanto você terá a cada mês.

Coloque tudo no papel

Sabendo qual será a sua renda para este período, coloque todas as suas despesas e o que você recebe no papel, sabendo quanto sobra ou falta, se for o caso. É importante fazer isso para ver, realmente, quanto dinheiro sai no mês, e para onde ele vai.

Defina prioridades

Olhando para todas as suas despesas, você deverá saber quais são as mais importantes, fixas e que não podem deixar de ser pagas, como o aluguel, e quais são os gastos relacionados ao estilo de vida. O aluguel, por exemplo, é um valor fixo e que deve ser pago, caso contrário, o morador corre o risco de perder a moradia. Já os gastos com alimentação são variáveis e, embora ainda sejam importantes para a sobrevivência, podem ser reduzidos.

Economize

Faça o máximo que puder para conseguir economizar nos gastos relacionados ao estilo de vida, principalmente naqueles que não são fixos. Se você tinha o hábito de comer fora, procure comer mais em casa. Já se gastava muito com roupas ou outras coisas, e não eram gastos absolutamente necessários, reserve esse dinheiro para outros gastos mais essenciais.

Até mesmo nas despesas fixas que possuem valor variável é possível economizar, como é o caso da conta de energia elétrica e água. Faça um consumo consciente para ver o valor dessas contas diminuírem, para usar o dinheiro em outras coisas. Confira 7 dicas infalíveis para economizar energia elétrica e 12 dicas infalíveis para economizar água.

Além disso, procure não usar o cartão de crédito, e nem fazer compras de altos valores. Lembre-se: você precisa segurar o dinheiro que tem o máximo possível. O cartão de crédito pode ser de grande ajuda em determinadas situações, porém, em outras, ele é um vilão. Tente gastar somente o que você tem e o que pode pagar agora, evitando despesas futuras.

Converse com as empresas para as quais você deve

Se há contas que você viu que não conseguirá pagar com o dinheiro que tem, entre em contato com a empresa credora e explique a sua situação, procurando saber se há algum acordo de pagamento que impeça que você fique inadimplente. Em algumas situações, você pode conseguir um prazo maior para pagamento, o que diminui o valor das parcelas.

Portanto, se você tem um financiamento ou um empréstimo, e percebeu que não conseguirá pagar o valor total da parcela, converse o mais rápido possível com a empresa fornecedora da linha de crédito, para ver o que pode ser feito antes de ficar inadimplente.

Procure uma nova renda

Por fim, é fundamental que você procure uma nova fonte de renda, seja trabalhando registrado, ou sendo um trabalhador autônomo, ou ainda vendendo algumas coisas que você não utiliza mais e que estejam em bom estado. Por mais dinheiro que você receba ao sair de onde trabalhava, a cada dia que passa, essa quantia diminui, ao mesmo tempo em que as contas não param de chegar.

Procure um novo emprego, arranje um bico, preste serviços, faça trabalhos freelance, busque formas de não ficar sem nenhuma fonte de renda. Confira aqui o guia definitivo para você ganhar dinheiro em casa.

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Julia Braz de Teves: jornalista formada em 2019 pela Universidade Nove de Julho. Já atuou na área de assessoria de imprensa, e já trabalhou como auxiliar administrativa-financeira, passando, inclusive, pelo departamento pessoal.


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