Fazer ou não um seguro de eletrônicos?

O seguro pode te proteger contra furto, danos elétricos e quebra parcial de câmeras, celulares e tablets. Descubra se vale a pena investir nessa compra.

Celular, computador e tablet são alguns dos eletrônicos que costumam ter garantia de fábrica e, às vezes, também estão protegidos pela loja onde foi feita a compra. Isso significa que, quando o aparelho tem algum problema de fabricação, o custo da troca ou do conserto é coberto pela garantia – o que não acontece em furto e danos externos, por exemplo. Para isso, existe o seguro de eletrônicos e, dependendo da cobertura, você não terá tanto prejuízo se o aparelho for roubado ou sofrer um dano elétrico.

Apesar de parecer um bom negócio, nem sempre o seguro de eletrônicos compensa. Você terá que pagar um valor caso precise usá-lo, chamado de franquia. Sem contar que muitos problemas poderiam ser cobertos pela garantia do aparelho. Então, analise todas as vantagens e desvantagens antes de fechar a compra. “A decisão também depende do tempo de uso do aparelho. Você pretende trocá-lo logo? Se sim, não compensa pagar por um seguro que dure tanto”, explica Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros do Procon-SP.

Quanto você vai pagar por isso

O preço costuma entre 10 e 15% do valor do seu eletrônico. Nesse caso, conforme o preço do aparelho que você que proteger, pagará mais para ter esse serviço. Tanto a franquia quanto o tempo de contrato variam de acordo com a seguradora.

Entenda o contrato

Outro tipo de preocupação que você precisa ter é ler o contrato inteiro e assiná-lo só quando souber exatamente como ele funciona. Não deixe de confirmar a cobertura do seguro e a duração.

Onde fazer um seguro de eletrônico

Ficou curioso? Para ter uma ideia do valor da cotação dos produtos eletrônicos, a Konkero procurou cotar dois aparelhos: um notebook avaliado em R$ 700 e um celular de R$ 500. Os dois equipamentos foram adquiridos em maio. A seguir, você vê os valores destes seguros, as principais empresas que oferecem esse serviço e para quando vale a cobertura.

Porto Seguro

Cobre quais aparelhos: eletrônicos e informática.

Cotações:

  • Notebook: R$ 85,88 à vista ou em 3x de R$ 28,63;
  • Celular: R$ 169,53 à vista ou 4x parcelas de R$ 42,38.

Cobertura:

  • Notebook: danos físicos, danos elétricos, roubo ou furto, perda e pagamento do aluguel de outro aparelho, danos por água ou líquido e garantia internacional.
  • Celular: danos físicos, danos elétricos, roubo ou furto, perda e pagamento do aluguel de outro aparelho, danos por água ou líquido e garantia internacional.

Para fazer uma cotação personalizada clique aqui.

Minuto Seguros

Cobre quais aparelhos: eletrônicos e de informática.

Cotações:

  • Notebook: R$ 85,88 à vista ou em 3x de R$ 28,63;
  • Celular: R$ 169,53 à vista ou 4x parcelas de R$ 42,38.

Cobertura:

  • Notebook: danos físicos, danos elétricos, roubo ou furto, perda e pagamento do aluguel de outro aparelho, danos por água ou líquido e garantia internacional.
  • Celular: danos físicos, danos elétricos, roubo ou furto, perda e pagamento do aluguel de outro aparelho, danos por água ou líquido e garantia internacional.

Para fazer uma cotação personalizada clique aqui.

Mapfre

Cobre quais aparelhos: smartphones, tablets, câmeras, notebooks, netbooks e aparelhos eletrônicos como um todo.

Cotações: a Mapfre só permite que a cotação seja feita no momento em que a compra é realizada, na loja em que o aparelho foi adquirido.

Cobertura:

– Básica: furto por arrombamento ou roubo.

– Adicionais: acidente de causa externas (incêndio, raio, explosão, acidentes com veículos, embarcações ou aeronaves) e danos elétricos.

Como acionar o seguro

Você deve entrar em contato com a empresa. Em seguida, terá que entregar documentos, como o RG ou CPF, para que o caso seja resolvido. “É bom o cliente fazer um protocolo para confirmar que ele encaminhou o que foi pedido à empresa. Assim, se tentarem argumentar que o segurado não seguiu o exigido, ele tem como provar que fez tudo certo”, explica a especialista do Procon.



E se a empresa não resolver o problema? Nesse caso, procure o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e, se isso não der certo, recorra à SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) para fazer uma reclamação por meio do canal deles. Este órgão pode multar as seguradoras que se recusarem a cumprir direitos dos clientes. Por fim, você ainda pode se queixar no site Reclame Aqui para tentar resolver o problema e, ao mesmo tempo, denunciar o atendimento da empresa. “De um jeito ou de outro, é importante procurar os órgãos de reclamação mesmo que não haja solução para mostrar a todos se a seguradora se importa ou não com os serviços que oferece”, explica Renata.

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