Compare o financiamento com o consórcio de carro

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Dependendo da sua escolha, você consegue o carro na hora ou se planeja para retirar o veículo somente nos próximos anos. Entenda as principais diferenças entre esses dois produtos financeiros.

Compare o financiamento com o consórcio de carro



Quem decidiu comprar um carro, mas está sem dinheiro para pagar à vista, tem dois caminhos pela frente: fazer um financiamento ou entrar em um consórcio. Levando em conta quanto dinheiro você tem disponível, o valor da parcela que pode pagar e a urgência em receber o veículo, um deles será a melhor opção. Para isso, compare as principais diferenças entre comprar um carro financiado ou em um consórcio.

Qual é o melhor negócio?

Depende! Você precisa do carro com urgência? Se sim, opte pelo financiamento. Caso contrário, o consórcio costuma sair mais barato do que um financiamento e ainda pode ajudá-lo a se acostumar a guardar dinheiro. Assim, quando o prazo terminar, você pode ficar com o dinheiro se mudar de ideia em relação à compra do veículo.

Financiar um carro X entrar em um consórcio

O financiamento

Aqui, o banco empresta todo o dinheiro do veículo e faz o pagamento à vista para loja que você escolheu. Então, você paga as parcelas mensais ao banco até quitar a dívida feita com ele – o que costuma durar entre dois e quatro anos. Para aprovar o empréstimo, é feita uma análise de crédito, ou seja, o gerente analisa sua renda e suas dívidas para confirmar que você tem condições de pagar o valor financiado.

Caso seja aprovado, o financiamento cobra juros mensais que deixam a dívida maior do que a quantia que você pegou emprestado, além de, em sua maioria, exigir um valor de entrada. Na dúvida, não deixe de simular as parcelas do financiamento e descubra quanto precisaria ter para dar como entrada do veículo que deseja comprar.

Por último, saiba que o veículo fica em nome do banco, ou seja, ele pode ser tomado com facilidade se você não pagar as parcelas do financiamento.

Para o financiamento de um carro, é necessário dar como entrada 10% do valor total do veículo. Para um veículo no valor de R$30 mil na Caixa Econômica Federal, por exemplo, que possui a taxa de juros mensal de 1,24% para esse tipo de financiamento, a entrada seria de R$ 3 mil. Sendo assim, o valor de R$27 mil que será financiado, com o prazo de 60 meses, terá o valor total de R$38.437,80 e as parcelas fixas por mês serão de R$640,63.

O consórcio

Nesse caso, um grupo do consórcio é formado por pessoas interessadas em financiar um veículo do mesmo valor. Todos pagam parcelas mensais para a administradora do consórcio e têm as mesmas chances de receber o veículo, pois a decisão é feita por sorteio. Então, quando a soma dos pagamentos das parcelas de todos os consorciados alcança o valor do carro, um dos participantes é sorteado e leva a carta de crédito para comprar o veículo.

Existe a possibilidade de dar lances, ou seja, de oferecer um pagamento maior no mês. Nesse caso, quem der o maior lance fica com a carta de crédito sem ter que participar do sorteio tradicional.

Se você for contemplado antes de quitar o consórcio, saiba que o veículo também fica como garantia da administradora, então, evite atrasar o pagamento dessa dívida.

Não deixe de pesquisar preços de veículos nas principais administradoras do país. No consórcio da Rodobens, por exemplo, é possível encontrar parcelas a partir de R$ 514,61 por exemplo. Nesse caso, compare os valores encontrados e veja qual opção cabe no seu orçamento atual.



Para se ter uma ideia de quanto custa o consórcio de um carro na Caixa Econômica Federal, ao escolher receber uma carta de crédito no valor de R$30 mil, para ser pago em 70 meses, as condições são: a primeira parcela será de R$576,42, a segunda, terceira e quarta serão de R$600,29 e, a partir da quinta parcela, você pagará R$525,29. No final do prazo, o carro terá custado o valor de R$ 36.521,14.

No caso da Caixa, é cobrada uma taxa de administração antecipada logo nas primeiras parcelas do consórcio, para que depois disso, as próximas parcelas sejam mais baixas.

As diferenças entre juros e taxa de administração

Enquanto o financiamento cobra juros, o consórcio tem uma taxa de administração em cada parcela. Ambos fazem a dívida aumentar, portanto, um bom começo é comparar estes valores antes de escolher como comprar seu carro. Normalmente, as taxas de administração são menores do que os juros do financiamento e, nesse caso, você pagaria menos no final. Algumas administradoras inserem outros custos nas parcelas, como taxa de fundo de reserva (para cobrir despesas do grupo) e um percentual de seguro (geralmente de vida e contra inadimplência). Por isso, confira todos os custos no contrato.

Não existe taxa de adesão, mas a administradora pode cobrar um pouco mais na primeira parcela para cobrir despesas do grupo e o pagamento de uma remuneração para os representantes. Este valor será descontado dos consorciados no valor total da taxa de administração.

Ainda assim, as taxas do consórcio costumam ser menores do que os juros do financiamento. Por exemplo, para o consórcio, a Caixa Econômica Federal cobra 14% de taxa de administração, 3% de fundo de reserva e 0,0680% de seguro de vida, ao ano, para o plano de 70 meses, além de 1% de taxa de administração antecipada. Já para o financiamento, os juros da Caixa chegam a 26,91% ao ano.

Para tirar a dúvida, clique aqui e compare os juros de 10 grandes bancos.



Existe financiamento sem juros?

Normalmente, não. “Para um financiamento ser considerado livre de taxa de juros, é necessário que o valor financiado seja igual ao preço à vista. Além disso, o valor das parcelas deve ser exatamente igual à divisão do valor à vista pela quantidade de meses”, explica o advogado José Airton Carvalho Filho. Por isso, quando encontrar um anúncio desse tipo, desconfie e faça as contas para saber se a oferta é verdadeira ou não.

Procure prestar atenção nas taxas cobradas, pois alguns bancos tentam esconder os juros. “Existem duas maneiras de fazer isso. Uma é a cobrança de taxa de abertura de crédito (TAC, TC, TIR) e a outra é esconder a diferença entre o preço à vista e a prazo”, afirma o advogado. Clique aqui para saber mais sobre as diferenças desses dois tipos de pagamento.

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