A Sabesp cortou água da sua casa sem avisar? Saiba o que fazer!

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Muitos moradores de São Paulo estão com este problema, mas agora é possível relatar  falta de água ao Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor

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Não é surpresa para ninguém que o estado de São Paulo está passando por uma grave crise de falta de água. Com os níveis dos reservatórios da Cantareira e da Represa Guarapiranga baixando a cada semana, a Sabesp começou a cortar o fornecimento de água em várias partes da cidade sem avisar aos moradores. Por isso, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) criou a campanha “Tô sem água”, um canal para os consumidores relatarem este problema. Veja como funciona a ação!

Tô sem água

“A campanha está no site do Instituto e serve para os consumidores no município de São Paulo e na região metropolitana enviarem relatos do que aconteceu na casa deles: que dia faltou água, por quanto tempo foi e, principalmente, se foi uma surpresa ou a Sabesp chegou a avisá-los. A intenção é forçar a empresa a informar os moradores de quando pretende fazer os cortes de fornecimento”, explica Renata Amaral, pesquisadora da área de consumo sustentável do IDEC.

Como no Rio de Janeiro também falta água em alguns locais, o IDEC abriu uma exceção para receber reclamações de algumas regiões de lá. Não são todas, já que a ideia é focar no problema de São Paulo, mas existe essa possibilidade para os moradores da cidade buscarem ajuda de um órgão especializado se acharem necessário.

Até o momento em que esta matéria foi escrita, cerca de 650 relatos já haviam sido feitos, contando apenas a cidade de São Paulo. Para relatar um problema de corte de água clique aqui. Outra informação que o IDEC pede é sobre a qualidade da água, se está vindo boa ou não. Além disso, o número do Registro Geral do Imóvel (RGI), que identifica uma ligação ou imóvel na Sabesp, também é solicitado. Este código está na parte da frente da conta, no canto superior do lado esquerdo.

Com esses dados, o IDEC pode cobrar oficialmente da Sabesp e Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) mais transparência nas informações. “Até agora nem a Arsesp nem o governo do estado responderam às reclamações que o IDEC encaminhou. A Sabesp pediu uma reunião e eles deram alguns motivos para os cortes. Entre eles, está a redução da pressão noturna nas válvulas, pois isso gera falta de água se a caixa dos moradores estiver vazia”, conta Renata.

Como funciona um racionamento?



Não existe um tempo limite para o racionamento de uma residência ser realizado. Como se trata de uma emergência, a empresa que fornece água – ou luz, se for o caso deste tipo de racionamento – simplesmente calcula quando é o melhor momento para voltar a distribuir o recurso.

As regiões são escolhidas de acordo com uma análise que a Sabesp faz das condições daquela região, se a água vai acabar rápido lá porque os moradores gastam muito ou se eles a usam com consciência.

A Sabesp forneceu ao IDEC os mapas de 12 locais em que a falta de água está mais crítica. Elas estão assinaladas em vermelho. Para ver os mapas clique aqui.



Onde reclamar?

É possível fazer a denúncia no Procon e na própria Sabesp, pela ouvidoria da empresa. “Se nada for feito, a Sabesp pode sofrer uma sanção – uma pena que pode até ser uma multa – do Ministério Público Federal pelo descaso com o consumidor”, conta a especialista do IDEC.





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