O que você precisa saber para organizar os gastos para ter um filho

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Contratar um plano de saúde e contribuir com o INSS são medidas que ajudam a controlar as despesas com o seu bebê. Saiba onde mais você pode economizar nesta fase

O que você precisa saber para organizar os gastos para ter um filho



Quem está planejando engravidar precisa conhecer os gastos e as possíveis alternativas para que eles não façam você estourar o orçamento. Plano de saúde, recolhimento do INSS, creche e babá são itens que você deve levar em conta antes mesmo da gestação. Além de gastar menos em atividades e serviços, ainda dá para economizar com fraldas, leite, roupinhas, carrinho, berço sem deixar de dar ao seu filho tudo que ele precisa. Confira como!

Contrate um plano de saúde

Se você está planejando engravidar e não tem plano de saúde, chegou a hora de pensar em um. Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos estão com uma carência de 300 dias para partos (exceto no caso de prematuros, que se encaixam como emergência e têm 24h de carência). Ou seja, não adianta fazer a contratação depois de ter descoberto a gravidez, pois não haverá cobertura para o parto em um hospital particular. E o plano da mãe, por lei, também dá cobertura durante 30 dias ao recém-nascido.

Caso o bebê seja incluído como dependente no plano da mãe em até 30 dias depois do nascimento, há isenção do período de carência. “A maior dica financeira para quem pensa em ter um filho é tentar um plano de saúde, pois, caso o bebê nasça com algum problema, os gastos com atendimento particular serão muito mais altos”, afirma o fundador da Konkero e administrador de empresas Guilherme de Almeida Prado. Clique aqui para saber o que levar em conta na hora de solicitar este serviço.

Recolha o INSS para ter direito ao salário-maternidade

Contribuir para a Previdência Social é outra medida importante quando estiver planejando engravidar. Quem for contribuinte há no mínimo dez meses ganha quatro meses de licença e salário-maternidade. O benefício pode ser solicitado a partir do 8º mês da gravidez (mediante atestado médico) ou depois que o bebê nascer (apresentando a certidão de nascimento da criança). Você pode solicitá-lo aqui.

Também dá para recolher INSS como autônomo, sabia? Veja como aqui.

Compare: creche ou a babá?

Mais uma pergunta que a mãe não pode deixar de fazer antes mesmo de engravidar é: com quem deixar a criança quando eu precisar voltar a trabalhar? Este é um dos maiores custos para os pais que trabalham. Basicamente, existem três opções: creche, babá ou pedir ajuda de alguma amiga ou parente. A terceira opção é a mais barata (às vezes não tem custo nenhum), mas nem sempre é possível. Se precisar recorrer à creche ou à babá, faça os cálculos para decidir o que pesa menos no orçamento. “O que vale é um ambiente que tenha estímulos para garantir o desenvolvimento da criança”, afirma Dafne Oliveira, mestre em ciências do comportamento.

Caso opte pela creche, além de levar em conta itens básicos, como limpeza, atendimento e atividades desenvolvidas com as crianças, também considere a localização: uma creche mais perto do trabalho, por exemplo, economiza tempo e gasolina.

Gaste menos nas fraldas

Nos dois primeiros meses de vida, um bebê usa em média oito fraldas por dia (que são 240 ao mês). Para ajudar com isso, recorra ao chá de fraldas! Uma alternativa melhor ainda é o chá solidário, em que cada convidado traz um prato de comida além de um pacote de fraldas (ou algum outro produto que o bebê precisar). Assim, a mamãe não gasta com quase nada! “No meu chá, ganhei mais ou menos 500 fraldas. Eu especifiquei o tamanho no convite, para não coincidir de ganhar além do que eu precisava. Além da fralda, muitos amigos também me presentearam com um body ou uma roupinha para o bebê. Foi muito lucrativo”, conta a assessora de eventos Roberta Lisboa, mãe da Isadora de 1 ano e 3 meses.



E a economia continua! Quando Roberta precisa comprar novos pacotes, sempre recorre à promoção. “Me abasteço sempre que o preço cai. Um atendente de supermercado me sugeriu dividir o preço total do pacote por cada fralda. Se cada unidade custar até R$ 0,50 é porque vale a pena”, afirma a assessora.

Muitas mamães também recorrem aos lenços umedecidos na hora de trocar o bebê. Para Heloísa Sandoval e Karina Karner, empresárias e autoras do blog Mães em Obra, eles são desnecessários. “O Ideal e econômico é lavar o bumbum da criança ou, quando são muito novas, com água e algodão”, afirmam.

Aleitamento materno: saúde para o bebê e economia para os pais

O leite da mãe é fundamental para o desenvolvimento do bebê e somente ele é indicado até a criança completar seis meses, segundo o Ministério da Saúde. “Neste período, ele é o único alimento que o bebê precisa. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, além de água, gordura e anticorpos. Sem contar que amamentar o filho é uma das principais formas do bebê receber carinho, confiança e segurança da mãe”, explica Mariana Gonçalves, enfermeira obstetra e docente em Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Londrina. “A amamentação pode continuar até os dois anos de idade, introduzindo outros tipos de alimentos que o pediatra orientar”, completa Mariana.

Leite especial pelo SUS

Algumas crianças possuem alergia à proteína do leite de vaca e precisam de leites com fórmulas especiais. Caso o pediatra do seu filho o diagnostique com esta característica, você pode adquirir a fórmula gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento varia de estado para estado, por isso, informe-se com o seu médico! Pelo SUS, também pode ser feito o requerimento de leite em pó pelas mamães portadoras de HIV, que não podem amamentar.

Compre roupa de número maior para o bebê e adapte as suas

Quando alguém vai ter um filho, é muito comum que amigos, parentes e a própria mamãe se empolguem nas compras de roupinhas. Porém, este é um dos itens em que você mais pode economizar! “Bebê cresce muito rápido e você acaba perdendo roupa que nem usou”, diz Roberta. Por isso, as doações entre as mães são muito comuns (e econômicas!). “Ganhei muitas roupinhas que eram da filha de uma amiga, algumas peças estavam até com etiqueta”, conta a assessora, que também costuma doar roupas e fraldas para as amigas mamães. Helô e Karina dão mais dicas para o guarda-roupa dos pequenos: “Para as meninas, o vestido vira bata no próximo verão. Também é legal comprar moletons e roupas de inverno um pouco maiores”. Roberta, além de comprar roupas de número maior, também costuma comprar na troca de estação porque as peças estão em promoção. “Já peguei desconto de até 70%. Tem promoção que vale muito a pena, tanto em troca de estação como de coleção”, afirma.

Enquanto estiver grávida, ainda dá para aproveitar muitas roupas do seu próprio guarda-roupa usando alguns truques.  As blogueiras sugerem o uso de extensores ou faixa elástica para alargar os jeans que você já tinha antes de engravidar. Para os dias de frio, vale optar pela segunda pele em vez de casacos, pois elas poderão ser reutilizadas depois da gravidez. Já para os dias quentes, os vestidos e as batas são boas pedidas durante e após a gestação.



Recorra aos brechós

Existem muitos produtos que ainda continuam seminovos quando o bebê não precisa mais deles. E são os mais caros: carrinho, berço, cadeirinhas de refeição e de carro, entre outros. A melhor alternativa para isso é usar o mesmo produto para vários bebês. Em muitas famílias, é comum ir passando de uma criança para outra e também existem os brechós, em que você pode comprar ou vender. Vale dar uma conferida também nos brechós online, como o Brechó Bebê e o Ficou Pequeno, que entregam para todo o Brasil.





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