Guia de serviços e informações para gestantes

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Você está esperando ou pensando em ter um bebê? Não deixe de conhecer os atendimentos e serviços que ajudam a economizar sem comprometer o desenvolvimento do seu bebê.

informações para gestantes



Ter um filho é o sonho de muitas mulheres! No entanto, às vezes esse sonho é adiado por falta de grana, afinal, a chegada de um bebê não demanda somente tempo, mas também muito dinheiro! Para que você consiga realizar esse projeto pessoal mesmo com a grana contada, saiba que é possível economizar em alguns serviços que não comprometem nem a sua saúde nem a saúde do seu bebê. Gostou da ideia? Então, confira a seguir as dicas para gastar menos antes, durante e depois do nascimento do seu filho.

Antes do parto

O período de gestação é o tempo ideal para organizar sua nova rotina quando o bebê chegar. Você precisa pensar sobre o tipo de parto (normal ou cesárea), qual profissional irá fazê-lo, em qual hospital, além de comprar e organizar os itens do bebê etc. Para começar essa organização, nada melhor do que contar com a experiência de quem já passou por isso. Existem sites, como o Baby Center, em que você encontra gratuitamente informações sobre todos esses temas e pode participar de grupos online para tirar suas dúvidas com mães e profissionais da área. Faça o seu cadastro no site para acessar estes grupos e tenha direito a um boletim do seu bebê para se organizar e acompanhar o desenvolvimento dele!

Já pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a mãe tem direito a exames, consultas, medicamentos e vacinas, tudo gratuitamente. Ela também recebe o Cartão da Gestante, em que são anotadas todas essas informações para facilitar o acompanhamento do desenvolvimento do bebê. O cartão deverá ser verificado e atualizado a cada consulta pelos médicos e enfermeiros que atenderem a gestante.

Você também pode ter a ajuda das doulas durante a gestação. Já ouviu falar delas? Uma doula é uma mulher que se propõe a ajudar a mãe ou o casal antes, durante e depois do nascimento do bebê. Elas contribuem com orientações, informações e indicações de atividades (muitas de graça!) e de profissionais que podem auxiliar a gestante. “Não é necessário ter nenhum tipo de formação específica para ser doula, basta gostar de ajudar e ter disponibilidade. Os cursos de doulas dão as bases para a atuação. Lá as mulheres aprendem diversas técnicas não-farmacológicas para ajudar no parto e também recebem orientações para atuar em equipe multidisciplinar dentro e fora dos hospitais”, conta Adele Valarini, doula e educadora perinatal em Brasília.

Geralmente, o serviço de uma doula é pago, mas é possível encontrar doulas voluntárias, que oferecem a assistência de graça. “O acompanhamento voluntário pode ser iniciado na gestação, com orientações e informações para a mãe, e continuar no parto e no pós-parto, com o auxílio à amamentação e cuidados com o bebê. Existe esse voluntariado no SUS, em que as doulas fazem plantões nos hospitais, auxiliando as mulheres que estão internadas em trabalho de parto”, conta Adele. Você pode procurar uma doula inserindo o nome do seu estado e região no Doulas.com, por grupos no Facebook ou informando-se com profissionais e outras gestantes da sua cidade.

Chá de bebê

É tradição para quem vai ter um filho fazer um chá de bebê meses antes do nascimento da criança. Nesta ocasião, além de reunir família e amigos, cada convidado leva um produto que o bebê vá utilizar com frequência, como fraldas, lenços umedecidos, roupinhas, kits de higiene etc. Não deixe de fazer o seu chá de bebê, pois é uma forma de arrecadar itens que uma criança gasta muito! Algumas mães, que querem ter o seu filho em um hospital ou clínica particular, transformam o chá de bebê em um chá de parto. Ou seja, em vez de pedir presente para a criança, elas pedem que cada convidado colabore com uma quantia em dinheiro. Assim, ela faz uma vaquinha para pagar pelo atendimento e pelo local que ela preferir.

Você também pode (e deve!) aceitar doações. Muitas mães aproveitam para doar roupas e brinquedos que os filhos já não usam mais. Então, converse com as mamães que você conhece para ficar atenta a isso. Em muitas cidades, também é comum que as mulheres se juntem e organizem um bazar para doar ou vender por preços menores os produtos úteis para os bebês!



Para o parto

É muito importante estar informada sobre os tipos de parto para tomar esta decisão com calma e bastante reflexão.  O SUS segue as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e defende o parto normal. Afinal, para a maioria dos casos este tipo de parto pode ser a melhor opção. “A princípio, a cesariana não deveria ser uma escolha de parto, mas indicada para os casos em que existe um risco real para a mãe e para o bebê. A recomendação da OMS é que somente 15% dos partos sejam feitos por cesarianas. Infelizmente, no Brasil, essa taxa no setor privado é de 88%”, conta Mariana Gonçalves, enfermeira obstetra e docente em Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Londrina. E os benefícios do parto normal em relação à cesárea são muitos. “Menores riscos para mãe e bebê de infecção no pós-parto, de desconforto respiratório para o recém-nascido, de necessidade de internações do bebê na UTI neonatal e menores índices de morbidade e mortalidade materna”, lista a doula e coordenadora do GestaLondrina, Marilia Mercer.

Se você optar pelo parto normal, a doula também pode acompanhá-la, o que nem sempre é possível em uma cesariana, que é feita nos centros cirúrgicos e dá preferência ao pai. “Durante o parto normal, o trabalho da doula é cuidar da mulher, acalmar o marido e permitir que eles possam vivenciar aquele momento sem se preocupar com nada. A doula prepara o ambiente (iluminação, música, cheiros), serve de apoio para a gestante, e, sobretudo, acredita que aquele parto vai dar certo”, explica Adele. “Acho que esse é o fator mais importante, porque o parto é um momento dolorido, em que é comum a mulher duvidar de si mesma. E faz diferença ter alguém ali confiando nela”, completa a doula.

Vale a pena conhecer o parto humanizado

Trata-se de um tipo de atendimento feito no parto normal. “Ele tem como base principal as relações humanas, em que as vontades da mulher são respeitadas e as decisões são tomadas por ela, após receber todas as informações necessárias da equipe de saúde que a atende”, explica Mariana. No entanto, ainda não são todos os hospitais e profissionais que o aceitam, por se tratar de uma quebra de paradigma. “No parto humanizado, médico, enfermeiros e paciente estão no mesmo plano, têm a mesma importância. Para alguns profissionais, é muito difícil aceitar isso”, explica Adele. Apesar de enfrentar dificuldades, existem muitos programas no Brasil para a humanização do parto, como a Rede Humaniza SUS e a Rede Cegonha, do Ministério da Saúde. Nestes sites, inclusive, você encontra mais informações sobre esta assistência.

Para que você tenha um parto humanizado, você precisa procurar com antecedência um profissional e um local que ofereçam este tipo de serviço. Existem algumas casas de parto do SUS que contam com este atendimento. No Brasil, o Distrito Federal é pioneiro no modelo. Infelizmente, ainda não são todos os estados brasileiros que possuem esta assistência. Se o seu estado é um deles, peça ajuda de profissionais de estados próximos ou até mesmo pelos grupos da internet.



Pós-parto

Existem grupos, profissionais e lugares em que você pode ter informações e receber serviços de graça para auxiliar nos cuidados com o seu filho. Em hospitais universitários, muitas vezes é possível encontrar bancos de leite (indicados para mães que têm dificuldade com amamentação), atendimento e atividades para as gestantes – tudo de graça! Informe-se nas unidades da sua cidade ou da cidade mais próxima para saber sobre os serviços oferecidos.

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