Saiba fugir das pegadinhas do comércio!

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Confira alguns truques usados em lojas de roupas, restaurantes e supermercados que tentam fazer você gastar mais do que gostaria

pegadinhas do comercio



Quem nunca saiu para comprar uma coisa específica e acabou levando ou gastando mais do que queria? Pois é, essa situação acontece com bastante gente – e nem sempre você leva a culpa sozinha. Pode parecer mentira, mas as lojas usam diversos truques psicológicos que fazem você gastar mais. Quer ver só? Nós conversamos com quem já trabalhou (ou ainda trabalha nesse ramo) e descobrimos algumas pegadinhas que você pode evitar na sua próxima compra. Confira!

Mande bem nos restaurantes

Entre os truques que você nem imagina que funciona está a estratégia de sumir com todos os símbolos ou imagens relacionados a dinheiro. É isso mesmo! Segundo a Cornell University School of Hotel Administration, que fica nos EUA, esconder essas informações traz resultados positivos para o restaurante. Isso porque você esquece que está gastando dinheiro e pega uma quantidade maior de comida.

O cardápio fala…

As descrições dos pratos que aparecem em muitos menus transformam uma simples salada em uma comida imperdível! E, quando o preço é caro, você gasta muito em um prato que nem sempre vale a pena. Outra deliciosa ilusão, segundo a Universidade de Illinoois, também nos EUA, pode acontecer em cardápios que descrevem pratos como “parmegiana da vovó” para que você imediatamente se lembre do melhor prato da sua família. No entanto, o que será servido ali tem pouco a ver com o parmegiana que você comia, não se esqueça disso.

Outro truque que pode influenciar na compra de um prato caro é a quantidade de algarismos do preço. Segundo um artigo da New York Magazine, um prato que tem um valor de três dígitos no cardápio dá a impressão de que todos os outros são muito baratos.

Veja também se os cardápios trazem muitos ingredientes ou produtos de marcas conhecidas. Nem sempre isso significa que a qualidade do alimento será melhor, mas com certeza o preço será mais caro.

… e também controla suas escolhas!

Alguns restaurantes organizam os pratos no cardápio levando em conta o caminho que seus olhos fazem quando estão lendo. Isso mesmo: não importa o que você está lendo, seus olhos sempre começam pelo canto superior esquerdo. Então, adivinhe: os itens mais caros estarão exatamente nessa parte.

É bem provável também que os restaurantes coloquem os itens mais caros logo no começo, afinal, depois de você visualizar um preço absurdo, tende a achar os outros preços do cardápio mais baratos. E a ordem das comidas também tem importância nos restaurantes por quilo. Segundo André Cáceres, que almoça todos os dias em quilinhos há mais de um ano, os truque são muitos! “O que vem primeiro são as saladas e comidas mais leves, depois as mais pesadas para parecer que você ainda não pegou nada que sustente”, comenta. Ele lembra também que nos restaurantes sempre surge a pergunta “o que você gostaria de beber” mais de duas vezes, pois os sucos e os refrigerantes sempre são mais caros ali.

Repare no tamanho das porções

Existem estratégias que usam a quantidade de comida para passar uma impressão nem sempre verdadeira sobre o custo-benefício do prato. Por exemplo, uma determinada porção pode ser muito cara, bem mais do que deveria ser. Então, os restaurantes montam uma porção menor e baixam um pouco o valor para você acreditar que vale muito a pena fazer o pedido. Mas, na verdade, este é um preço normal. Ainda para André Cáceres, o principal truque deles em relação às porções é o tamanho do prato e das conchas disponíveis para você se servir. “Nesses lugares, o prato chega a ter até o dobro do tamanho dos que tenho em casa. Então, sempre parece que tem pouca comida, o que me faz colocar mais”, conta.

Gaste menos em supermercados e comércios de alimento

O mais barato nem sempre é tão barato assim

Alguns mercados colocam produtos muito caros ao lado dos mais baratos. A ideia é fazer você acreditar que está fazendo um bom negócio ao levar aquilo que tem o menor preço. Segundo o consultor de finanças da Konkero, Guilherme de Almeida Prado, outra situação que pode acontecer são as ofertas que, no fundo, estão escondendo algo, como o fato de que aquele produto que está para vencer.

O preço sobe nos produtos que você compra raramente

Ainda segundo o consultor financeiro, é normal que os itens do dia a dia tenham preços que não costumam variar muito. Já os produtos comprados esporadicamente, que têm durabilidade maior, variam muito. “É o caso das panelas, por exemplo. Como você não compra sempre, não tem muita noção se o valor está dentro do preço. Já os produtos como cerveja, que mais gente compra todos os dias, ficam com os preços equivalentes aos da concorrência”, afirma o consultor.



Em dia movimentado você paga mais

É bom ficar de olho nas promoções e saber quando os preços aumentam ou quando estão mais caros. Por exemplo, no supermercado os valores sobem no final de semana porque mais consumidores passam por lá nesses dias.

Não compre algo só porque é a sua última chance

É importante não dar muita atenção para os anúncios relâmpagos que divulgam uma promoção válida somente para aquele dia – e isso acontece muito com os eletrônicos. Se você quer comprar algo mais caro, sempre pesquise na internet e decore qual melhor preço que encontrou. Então, se por acaso o mercado fizer uma oferta nessa faixa de preço, talvez seja um bom negócio fechar a compra lá.

Resista aos produtos perto do caixa

Afinal, eles estão justamente para você gastar mais! O dono de uma padaria em São Paulo (SP), que não quis se identificar, confirma esse truque. “Como esta é uma compra feita por impulso, sempre tentamos colocar os produtos em lugares em que o cliente precisa ir, como o caixa”. Mas a estratégia funciona melhor quando você encontra novidade pelo caminho. “A cada 10 dias trocamos o que colocamos naquela. Não podemos cair na mesmice porque temos que chamar a atenção”, conta o empresário.  

Também para chamar a atenção, o comerciante se preocupa com a quantidade de produtos que expõe. “É importante mostrar fartura porque uma coxinha entre 15 coxinhas parece muito mais apetitosa do que uma coxinha entre somente três ocupando esse mesmo espaço”, explica.

Fuja dos truques das lojas de roupas!

Olhe a etiqueta com atenção

Não se iluda com o preço: quando algo custa R$ 39,99, você está gastando R$ 40 – e não R$ 30. Essa tática de colocar valores com centavos tem como objetivo fazer o cliente pensar que o produto custa menos do que está escrito. E, mais: segundo algumas pesquisas, os preços quebrados são considerados amigáveis, por isso, eles atraem mais consumidores. Então, você já sabe! Se a peça tiver um preço quebrado, tenha certeza do quanto esse valor significa e veja se vale a pena gastar esse dinheiro.

Se você ostentar, vai gastar mais

Quem é o tipo de cliente que não gosta de mostrar economia, pode sair com mais peças do que esperava. Isso porque o vendedor consegue perceber quem está disposto a gastar mais. “Tinha cliente que falava para colocar em sacolas separadas duas peças que caberiam em uma só para mostrar que fez compras. O problema é que a atendente percebe quando ela quer mostrar que pode comprar”, afirma Débora Dias, que trabalhou como assistente por quatro meses em uma loja de shopping. A dica, nesse caso, é ser discreta, mesmo que você esteja decidida a comprar muitas peças. Assim, você não se sente pressionada a levar algo mais caro que nem sempre é a melhor opção.

Fuja da avalanche de roupas

Cada vendedor tem a sua tática para vender uma quantidade maior de produtos, mas é comum que você sempre termine no meio de uma bola de… roupas! Segundo Débora, era ótimo quando o cliente entrava “só para dar uma olhadinha”, pois os atendentes sempre têm uma peça coringa. “Ela costuma vestir bem em qualquer pessoa. Então, quando a cliente entrava, eu tentava vender essa roupa específica dizendo que emagrecia e caia bem no corpo. Se a consumidora aceitasse, eu subia para o estoque e pegava mais umas dez. No fim, ela queria comprar um vestido, mas ia embora com quatro peças”, conta.



A atendente não é consultora de moda

O que a ex-vendedora de lojas de roupa, Débora Dias, conta vai desanimar quem sempre pede a opinião de um vendedor. “Muitas clientes acreditam que só porque trabalhamos em loja nós sabemos tudo sobre moda, mas nem sempre funciona assim. Muitas vezes me perguntavam se tal vestido ficava bem com uma bota, e eu dizia que sim, mas não tinha a menor ideia”, revela.  

Não leve em conta todos os elogios

“Muitas vezes, tudo que uma mulher quer ouvir em um dia ruim é um elogio”, afirma Débora. “Então, você começa elogiando o sapato antes que ela olhe qualquer roupa da sua loja. Isso aumenta a autoestima e faz com que o cliente aceite mais as nossas sugestões”, revela. Infelizmente, nem sempre o elogio é sincero. “É comum um vendedor mentir sobre como tal peça valorizou o corpo, sendo que em muitos casos não vestiu nada bem”, conta a ex-vendedora. Algumas testam outro truque: fingir que está distraída e, de repente, falar para a cliente em tom de surpresa que a roupa ficou linda. “Tem vendedora que é mais sincera. Mas, hoje em dia, sabendo como as coisas funcionam, eu não escuto quando fazem os elogios para mim”, afirma Débora.





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