Remédio de marca, genérico ou similar: entenda a diferença

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Remédio-de-marca,-genérico-ou-similar-entenda-a-diferençaComprar um medicamento nem sempre é tão simples quanto parece, seja um remédio que você usa todo mês ou que você precisa quando está com gripe, alergia, dor de cabeça, entre outras doenças.

Um motivo que complica esta escolha é a dúvida sobre qual remédio levar: de marca, genérico ou similar. E quando o preço muda bastante, fica ainda mais comum desconfiar da qualidade dos medicamentos acessíveis.



Para diminuir as suas dúvidas e inseguranças, o diretor executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan), Geraldo Monteiro, ajuda a entender a diferença entre eles. Confira!

De referência ou de marca

Estes são os remédios que foram descobertos, testados e aprovados – tanto que os genéricos e similares só existem por causa deles. São vendidos nas farmácias pelo nome da marca e não pela substância principal da fórmula.

Quando um laboratório faz pesquisas e encontra a fórmula de algum remédio, ele registra esse produto e ganha uma patente, ou seja, o direito de ser o único que produz esta fórmula. Isso quer dizer que durante certo período ninguém pode fabricar o remédio. Por isso que ele costuma ser mais caro – recebeu um grande investimento em pesquisas.

Mas quando a patente termina, outros laboratórios podem usar essa fórmula e produzir remédios iguais – que são os genéricos e, em alguns casos, os similares.

Genéricos

São medicamentos que começam a ser produzidos por qualquer laboratório quando a patente do original não existe mais. Você sabe que está comprando um genérico quando o remédio é vendido pelo nome da principal substância da fórmula – e não pelo nome de alguma marca.

Para garantir que este genérico é igual ao original, o Ministério da Saúde exige que eles tenham a mesma substância (chamada de princípio ativo). Além disso, ele precisa passar por todos os testes de eficiência que o medicamento de marca passou.

Similares



 Eles apresentam o mesmo princípio ativo que os remédios de marca e os genéricos, mas durante muitos anos, essa categoria de medicamentos não passava pelos testes que comprovam a eficiência da fórmula.

No entanto, essa situação está mudando. “Hoje em dia podemos falar que quase 90% dos similares foram testados. E, a partir de 2014, todos serão obrigados a passar pela comprovação de eficiência para continuar no mercado”, explica o diretor executivo da Abradilan.

Hoje em dia, você encontra esses medicamentos na farmácia por um nome de marca e não do princípio ativo, como são os genéricos.

Então, qual remédio comprar?

 Uma boa saída é sempre perguntar ao médico ou ao farmacêutico se existe um genérico do remédio que você precisa e se o similar é confiável.



Nos casos de consulta médica, vai depender da orientação do especialista. “Quando um médico do SUS receita um medicamento, por exemplo, ele sempre indica o nome do princípio ativo”, conta o especialista. Isso quer dizer que você poderia pedir tanto o de marca, quanto o genérico ou o similar.

Já nas consultas particulares os médicos podem receitar o remédio pelo nome da marca. E, nesse caso, você só consegue comprar o original. Se isso acontecer, pergunte a ele se não existe um genérico da indicação.





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