Vale a pena se formalizar como revendedora?

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Sim! Quem revende produtos também pode regularizar esse negócio e começar a programar a aposentadoria. Veja os caminhos para essa formalização.

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Que tal começar a contribuir para o INSS e garantir uma ajuda financeira para quando decidir se aposentar? Pois é! Seu trabalho como revendedora, sendo bico ou não, pode ser formalizado e a principal vantagem é ter direito aos benefícios da Previdência Social – além de uma aposentadoria no futuro. Por isso, você verá a seguir quatro maneiras de começar a contribuir para o INSS. Mas lembre-se de levar em consideração quais os custos que se encaixam na sua renda como revendedora!

4 caminhos para se formalizar e contribuir para o INSS

1. Pagar o INSS como dona de casa

Esse tipo de pagamento ao INSS está dentro da classificação “contribuinte facultativo mensal”. Estas opções servem para quem está desempregado, é dona de casa ou é estudante que ainda não trabalha. Dá para escolher entre pagar um valor a partir de 20% do salário mínimo (código 1406) ou um valor de 11% do salário mínimo (código 1473). O que muda nesses casos, além do valor, é o tipo de aposentadoria que você poderá receber.

Quando vale a pena: Se você não pretende ter a formalização de um empresário, como acontece com um microempreendedor individual, mas quer garantir a sua aposentadoria pagando o INSS por conta própria. O MEI ainda tem um custo menor, mas você teria que fazer um cadastro e prestar contas mensalmente sobre os seus ganhos.

2. Virar um Microeemprendedor Individual (MEI)

Entra nessa formalização quem trabalha por conta própria e fatura até R$ 60 mil em um ano, o que dá uma média de R$ 5 mil por mês. O MEI tem como despesa um pagamento mensal que varia de R$ 45 a R$ 50, dependendo do tipo de negócio que você abrir (comércio, prestação de serviço ou ambos). Aqui, você não paga impostos federais, como Imposto de Renda e PIS, mas está contribuindo para o INSS e, portanto, terá direito a benefícios como auxílio maternidade e doença, e aposentadoria. Além disso, dependendo do estado ou município, algumas taxas municipais ou estaduais podem ser cobradas.

Quando vale a pena: Pagar essa formalização todo mês sai mais barato do que contribuir para o INSS por conta própria. E ainda dá direito a outros benefícios, como cadastro no CNPJ e uma facilidade maior na comprovação de crédito. Então, compensa ser MEI se o seu lucro com as revendas for constante, por exemplo, se você vende no mínimo R$ 50 em produtos todo mês – o que já pagaria o valor cobrado mensalmente para ser MEI. Confira o passo a passo de como se tornar um microempreendedor individual.



3. Pagar o INSS como autônomo

Existe ainda uma terceira formalização para quem quer ter uma renda mensal quando se aposentar: pagar o carnê do INSS como autônomo. É possível recolher 20% do quanto você ganha como autônomo ou 11% do salário mínimo. Além dos valores diferentes, o que muda em cada contribuição é o tipo de aposentadoria que você poderá receber. Você pode saber mais sobre cada contribuição ao conhecer quais códigos pode declarar na Guia da Previdência Social (GPS).

Quando vale a pena: Pagar o INSS como autônomo permite que você contribua para o INSS sem ter uma formalização legal de um MEI ou de uma empresa – que costuma sair mais caro. Se o seu lucro como revendedora é resultado de vendas específicas e não é constante mensalmente, essa pode ser a opção mais adequada para o seu negócio. Afinal, se faltar dinheiro para pagar a GPS, você consegue interromper o pagamento e retomá-lo quanto puder.



4. Abrir uma empresa

Conseguir o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), fazer o registro na Junta Comercial e tirar a Inscrição Estadual são alguns passos necessários para quem vai abrir uma empresa e formalizar o negócio. Essa escolha custa caro, mas permite que você emita notas fiscais e comprove renda como pessoa jurídica. E vale saber que você precisará de um contador todo mês para manter a situação da empresa regularizada – e isso tem um custo alto também.

Quando vale a pena: Por ser uma decisão cara, escolha abrir uma empresa somente se você decidir expandir o seu negócio, por exemplo, alugar um espaço e vender os produtos em pronta entrega. Mesmo assim, o MEI ainda compensa mais se você faturar até 60 mil por ano.

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