Ele inventou a borda recheada!

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Conheça a história de Rubens Augusto Júnior, o criador da Patroni Pizza, que abusou da criatividade e inovou no jeito de matar a sua fome

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Rubens Augusto Junior, empresário criador da Patroni Pizza

Inspirado pela mãe libanesa, que era ótima cozinheira de pratos italianos, e determinado a ajudar seu pai a se recuperar de um infarto, o economista Rubens Augusto Júnior investiu em um caminho profissional bem diferente: o ramo das pizzarias. Felizmente ele seguiu em frente, afinal, alguém consegue imaginar um mundo sem pizza com borda recheada? Pois esta foi somente uma das invenções do empresário que fizeram a Patroni Pizza se tornar uma grande rede de franquias. Conheça a trajetória do economista que mudou de emprego para investir em um negócio que sempre foi sua paixão, a criação de pizzas.



A história da Patroni começou há mais de 30 anos

Filho de um torneiro mecânico e de uma dona de casa, Rubens teve uma infância simples. Durante muito tempo, tanto ele quanto os pais moraram na casa dos avós maternos, no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo (SP). Naquela época, talvez Rubens não desconfiasse de como seria o futuro, mas com certeza um hábito dos finais de semana teve grande responsabilidade nessa transformação. “Todo sábado de manhã, eu comprava ingredientes e preparava pizzas exóticas. À noite, eu chamava minha família para experimentar as criações, e todos adoravam!”, lembra Rubens, que hoje está com 55 anos. As receitas? Boa parte era invenção do empresário, mas a influência vinha do talento da mãe. “Ela sempre cozinhou muito bem toda a culinária italiana. Tanto que os molhos e as massas que temos até hoje na Patroni são receitas dela que foram aprimoradas para a pizzaria”, revela o empresário.

Há 30 anos, o que era apenas uma diversão se tornou um negócio quando o pai de Rubens sofreu um infarto após perder o emprego na fábrica onde trabalhava. Pensando em dar uma nova atividade a ele, Rubens criou a Patroni Pizza. Ele reformou uma casa e investiu na compra de equipamentos suficientes para começar algo pequeno. “No começo, montamos a estrutura em um sobrado no bairro Paraíso, também em São Paulo. Fazíamos somente entrega por telefone, que naquela época nem se chamava delivery porque isso praticamente não existia no Brasil. Então, nós apelidamos essa venda de pizza para viagem”, conta.

Esta ousadia deu certo tanto em relação aos negócios quando à saúde do pai de Rubens. “Ele ganhou anos de vida com a abertura da pizzaria. A depressão aguda que ele tinha por conta da demissão desapareceu”, conta o empresário.

A hora certa para mudar de área

Formado em economia, Rubens trabalhou durante 18 anos na Companhia Energética de São Paulo (CESP). “Mesmo após inaugurar a Patroni, em 1984, eu ainda continuei na CESP. Meu pai e meu cunhado cuidavam da empresa até as 18h, quando eu chegava para trabalhar até a meia noite no balcão. Só deixei a CESP em 1997, com a morte do meu pai e do meu cunhado”, explica o empresário.

Naquele momento, Rubens teve que fazer uma escolha importante: dar continuidade à Patroni Pizza, que já tinha três unidades, ou seguir com a carreira na CESP. “Acho que tomei a decisão certa porque o negócio se apresentava bem favorável e com ótimas possibilidades de crescimento, sem falar que eu já trazia no sangue o espírito empreendedor”, conta. Um dos destaques era a terceira unidade da Patroni, que começou a oferecer rodízio de pizzas e fez muito sucesso na região! “As filas se formavam aos finais de semana porque os clientes queriam jantar lá”, lembra Rubens.

Pizzaria Patroni do shopping ABC Plaza. Foto: Rafael Neddermeyer/
Pizzaria Patroni do shopping ABC Plaza. Foto: Rafael Neddermeyer/

Sem assumir riscos, não dá!

Para conseguir entregar nas casas que ficavam distantes da primeira pizzaria, Rubens comprou uma mobilete, muito popular nos anos 90. O jeito foi parcelar a compra em 24 vezes, afinal, o dinheiro investido nesse veículo aumentaria as vendas, certo? Mas a história não foi bem assim. Logo na primeira noite de uso da mobilete, o entregador foi assaltado. “Roubaram o veículo e, o pior, a polícia não conseguiu resolver o caso”, conta. Determinado a não sair no prejuízo, o empresário partiu para a ação. “Dei plantão na entrada do lugar onde havia ocorrido o assaltado até descobrir quem era o ladrão. Quando eu reconheci a minha mobilete parada em frente a um bar, não tive dúvidas! Saltei em cima dela e acelerei de volta à pizzaria”, recorda Rubens. O ato heróico foi arriscado, sem dúvida, mas parecia ser a decisão certa naquela época.

Outro risco calculado foi a entrada no sistema de franquias. Inicialmente, Rubens resistiu à ideia de expandir o negócio dessa maneira. “Tinha alguns medos, por exemplo, de me tornar igual aos concorrentes de alimentação que praticamente ‘escravizavam e explorava’ os franqueados. Para evitar isso, implantei uma forma diferenciada de relacionamento que dava mais liberdade ao franqueado”, conta. A ideia agradou, mas logo surgiu outro problema: como padronizar os ingredientes das lojas franqueadas e manter a qualidade? “Para resolver isso, eu montei uma cozinha central própria que distribuiria os produtos oficiais”, explica Rubens.

3 inovações que turbinaram o crescimento da Patroni Pizza



Criatividade e ousadia marcam a história deste empreendedor! Mas três inovações de Rubens têm grande responsabilidade no sucesso da empresa. Confira!

1. Oferecer receitas originais

Rubens nunca fez gastronomia e, mesmo assim, as receitas das pizzas são originais, inventadas por ele. “Acredito que isso foi possível porque era meu lazer fazer pizzas diferenciadas antes de abrir a Patroni. Inclusive, em 1986, eu inventei a borda recheada, que foi sucesso no mundo inteiro”, lembra.

2. Ter variedade

Em 1997, o empreendedor abriu a primeira unidade da Patroni Pizza em uma praça de alimentação. O local escolhido foi o ABC Plaza Shopping, em Santo André (SP). O começo não saiu como esperado, mas foi uma experiência que deu a Rubens uma ideia transformadora. “O brasileiro não tem o hábito de comer pizza no almoço, ao contrário do que ocorre nos EUA e na Europa. Então, nós ficávamos de braços cruzados nesse horário, vendo todos os concorrentes vendendo comida no almoço. Se continuássemos daquela forma quebraríamos em alguns meses, pois o custo de ocupação em um shopping é muito alto”, conta o empresário. A solução, como sempre, foi inovadora: Rubens criou e lançou diferentes pratos da culinária italiana para servir durante o almoço. As opções iam de estrogonofe a massas, o que fez a unidade trabalhar bastante em diferentes horários de pico no shopping. As vendas cresceram mais de 40% e a Patroni Pizza continuou viva na praça de alimentação!

3. Conhecer o público

Em 2003, a empresa já contava com nove unidades próprias quando deu início ao sistema de franquias. Uma das políticas implantadas foi a possibilidade de o franqueado escolher os preços finais que cobraria levando em conta a localização da sua loja. “Dois modelos foram criados conforme o público local: lojas voltadas para o público D e E, e lojas voltadas para o público A e B. Com honestidade e transparência, construímos uma relação de respeito com as pessoas” explica o dono da Patroni Pizza.

A Patroni Pizza hoje



Com 142 unidades espalhadas pelo país, a empresa é uma das maiores redes de pizzarias no Brasil e já recebeu convites para abrir unidades no exterior. Hoje, a grande dificuldade são os impostos cobrados. “O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e isso não faz sentido. Afinal, são os empreendedores os maiores geradores de empregos”, afirma ele. Apaixonado por ela desde criança, Rubens não hesita: até hoje trocaria qualquer comida por uma boa pizza!

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