De 80 reais a três milhões

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Para conseguir dinheiro e abrir o próprio negócio, um casal empreendedor foi vender artesanato e… montou uma fábrica que exporta ossos artificiais para 35 países!

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Paulo e Fabiana com alguns dos ossos artificiais que fabricam na Nacional Ossos

Os anjos feitos com resina e fibra de vidro eram um trabalho temporário, para levantar a grana de um sonho maior: uma fábrica de barcos de passeio! Mas a oportunidade que apareceu há 19 anos mudou o destino de Fabiana Franceschini e Paulo Cesar Costa a mudar o rumo. Sim, eles montaram uma fábrica, mas não de barcos. Hoje em dia, o casal é dono Nacional Ossos, a única empresa que fabrica ossos artificiais na América Latina! Inspire-se com essa história empreendedora e confira quais as quatro atitudes que Fabiana e Paulo adotaram para alcançar o sonho de ter o próprio negócio.

4  atitudes que deram certo neste negócio

1. Ter um objetivo bem definido

Formados em Administração de Sistemas de Navegação Fluvial, Fabiana e Paulo tinham uma meta profissional: montar uma fábrica de barcos de passeio. Uma vez que esse sonho foi definido, o próximo passo era encontrar os caminhos para torná-lo realidade. Assim como acontece com muitos empreendedores, eles precisavam de dinheiro para começar. Além disso, sentiram falta de aprofundar os conhecimentos nesta área, então, investiram em um curso que abriria portas do mercado de trabalho. E a escolha foi aprender a trabalhar com fibra de vidro, pois era o caminho para montar o primeiro protótipo de barco.

Mas grana continuava curta, então, eles decidiram juntar essa nova técnica com o que já sabiam sobre artesanato. “Começamos a produzir anjinhos de resina e vendíamos tudo na praça da cidade, em Jaú. Era o jeito de levantar o dinheiro que precisávamos para alcançar nosso sonho”, lembra Fabiana. Naquela época, nenhum dos dois poderia imaginar que este bico seria o primeiro passo para a criação da maior fábrica de ossos sintéticos do país.

O investimento, de 80 reais, foi utilizado para comprar a fibra de vidro e as resinas. “Trabalhávamos no quintal das nossas casas e não tínhamos ideia do preço de venda, por isso o jeito era saber quanto custavam outras peças parecidas que estavam à venda. No começo era tudo muito amador”, conta ela.

A divulgação dos anjinhos era feita, principalmente, boca a boca. O casal levava as peças para as lojas tanto em Jaú quanto em outras cidades, além de participar de feiras de artesanato. Outra estratégia foi vender os anjos em Aparecida do Norte, cidade conhecida pelo turismo religioso. Fazer o possível para levantar grana valeu a pena, pois a oportunidade que transformou a vida desse casal só apareceu por conta da produção do artesanato.

2. Identificar as oportunidades e aproveitá-las

Um empresário que trabalhava na área da saúde procurou o casal e fez um pedido inesperado. “Ele ficou sabendo sobre nosso trabalho com resina e fibra de vidro, e encomendou alguns ossos artificiais que seriam usados em universidades de medicina, veterinária e odontologia. Isso não fazia parte dos nossos planos, mas foi então que pensamos em começar uma produção para atender a necessidade desse mercado”, lembra Fabiana.



Na época, há 19 anos, esse trabalho não era desenvolvido no país, então, o casal criou todo o processo de produção das peças. Mais da metade da produção precisa ser inteiramente artesanal, pois uma máquina industrial não consegue reproduzir uma réplica idêntica aos ossos de verdade. “Como essas peças simulam os ossos reais, reproduzimos todos os detalhes. Até hoje, sempre que temos que fazer algo novo, levamos as primeiras peças para aprovação dos médicos, dentistas ou veterinários”, explica ela.

3. Investir dinheiro e tempo

Gastar 80 reais na primeira produção dos anjos não teria sido suficiente para alavancar a carreira deles, pois o sucesso também depende da dedicação investida no negócio – e o casal descobriu isso na prática. “Nós trabalhávamos diariamente na empresa, sem recusar encomendas. O sucesso é construído no dia-dia e com suor! Nossa flexibilidade em atender os clientes, desenvolvendo novos produtos mesmo que isso significasse passar noites sem dormir, abriu muitas portas”, conta a empresária.

Fabiana e Paulo começaram com pouco dinheiro, mas tinham o objetivo de aumentar a empresa. Nos dois primeiros anos, por exemplo, o lucro praticamente não existia, então o jeito era ter o menor salário possível. A contratação de um funcionário foi necessária quando o casal entrou no mercado das próteses, mas a remuneração dele era igual ao dinheiro que os empresários retiravam por mês.

Após 19 anos de trabalho, economia e esforços diários, a Nacional Ossos é uma fábrica, com prédio próprio e 40 funcionários. As próteses são vendidas em todo o Brasil, além de outros 35 países que fazem parte da lista de clientes, sendo que o faturamento atual da empresa chega a três milhões ao ano.

4. Gostar do que você faz



Não adianta investir em um negócio pensando apenas no lucro. É importante ter, no mínimo, interesse pela área em que pretende entrar. Afinal, você terá que pesquisar bastante sobre o tema para estar sempre atualizado. “Nossa maior satisfação é dizer que nosso trabalho traz benefícios para todos, seres humanos e animais”, conta Fabiana. Isso porque as próteses são utilizadas na capacitação dos profissionais, o que diminui erros médicos.

Que tal conhecer outra história de sucesso? Ana Paula era funcionária de uma empresa quando decidiu gastar 500 reais para fundar a própria empresa de limpeza. Atualmente, ela fatura meio milhão por ano.





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