Como turbinar sua renda como costureira e ganhar R$ 2.500

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Um guia completo com os materiais, despesas e dicas infalíveis para acertar no negócio!

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Já pensou em ganhar dinheiro fazendo corte e costura? Você pode trabalhar em casa e decidir o seu horário de trabalho! Essa foi a opção feita por Joselina Rocha Alvarado, a Dona Lina, costureira do bairro Vila Prudente em São Paulo que atua na área há quase 40 anos. “Eu trabalhava no departamento de pessoal de uma contabilidade quando me casei e tive meu primeiro filho. Acabei largando o emprego por pressão da família, mas não queria ficar a toa! Busquei algo que eu gostasse e que me permitisse ficar em casa”.

Dona Lina fez um curso profissionalizante de corte e costura aos 14 anos de idade. Segundo ela, sua avó sempre costurou e acabou despertando seu interesse pela atividade. “Sempre gostei muito, mas nunca tinha pensado em costurar para fora. Foi a solução perfeita para ocupar o tempo e ganhar um dinheiro extra depois que saí do emprego”, conta ela. O que começou como uma grana extra no mês hoje sustenta a casa da Dona Lina: com a costura ela lucra uma média de R$ 2.500 reais mensais fazendo o que gosta. Confira nesse guia completo tudo que você precisa saber para montar o seu próprio ateliê de costura!

Despesas iniciais

Fique de olho nos materiais que você precisa adquirir para começar a costurar e quanto você gasta nesse investimento:

MATERIAL PREÇO
Máquina de costura De R$ 65 a R$ 1.250
Tesoura De R$ 5 a R$ 139
Fita métrica De R$ 4 a R$ 25
Régua De R$ 5 a R$ 28
Moldes De R$ 5 a R$ 15 (unidade)
Abridor de casa R$ 12
Custo total De R$ 856 a R$ 1469

 

Percebeu como o custo inicial pode variar bastante? Isso acontece porque todos os materiais possuem uma linha comum e uma linha especifica para costura, que costuma ser mais cara. O seu maior investimento vai ser a máquina de costura, por isso é importante pesquisar qual a máquina ideal e mais em conta para você!

Dica: você pode adquirir os moldes em lojas especializadas ou nas bancas de jornal! “Revistas voltadas para costura possuem dezenas de moldes que dá para usar, e com um preço mais barato”, afirma Dona Lina.

Como calcular o preço

A cobrança do serviço depende de alguns fatores que vão determinar o preço. O primeiro deles é o tempo que você gastou com a peça, que indica a dificuldade do trabalho. Esse tempo gasto é chamado de custo da mão de obra, e deve ser somado aos gastos com materiais para a confecção da peça. Por exemplo:

Para fazer um blazer, uma peça complicada, Dona Lina cobra pela mão de obra R$ 80 reais. Esse valor vai ser somado ao gasto com tecido (caso a cliente não traga o tecido de casa). A conta fica assim:

Custo mão de obra (R$ 80) + gastos com material

Essa fórmula pode ser usada para peças que levem mais de 1h para serem feitas, por exemplo. Para ajustes mais simples como fazer a barra você pode padronizar o preço, cobrando R$ 10 reais por cada barra.

“Alguns trabalhos você já consegue adiantar o preço para a cliente, outros só depois de feito dá pra definir a cobrança. Reformas, por exemplo, depende do quão grande vai ser a mudança.” Explica a profissional.

Divulgação

Seja conhecida na região

A maior divulgação da Dona Lina foi o boca a boca. Sem placas na porta de casa ou qualquer instrumento de divulgação, o próprio trabalho se auto promovia. “No começo é mais difícil porque você ainda não conquistou as clientes, mas depois de experimentar o seu serviço e ver que é bem feito elas mesmas fazem indicações”.

A cabeleireira do salão do bairro era cliente de Dona Lina, e ajudava na divulgação do trabalho indicando a casa da costureira para suas clientes no salão de beleza. “Costura não é um serviço que você fica trocando. Tenho clientes muito antigas que vão sempre me procurar quando precisarem do serviço e trazem mais gente junto com elas”, explica.

Abuse da Internet

Além de uma boa divulgação no seu bairro, você pode usar a Internet para divulgar sem gastar nada por isso. Crie uma página no facebook e use para promover o seu serviço! Você também pode fazer um Instagram e postar as fotos das peças feitas ou reformadas como forma de propaganda do seu trabalho.



Confira seis dicas para se organizar e arrasar na costura!

1. Atenção aos detalhes

Seu trabalho é sua maior propaganda! Fazer uma peça bem feita é sua melhor chance de conquistar o cliente de vez. “Não deixar botão torto, pedacinho de linha na roupa são detalhes pequenos, mas que chama a atenção e é importante evitar”, afirma Dona Lina.

2. Venda em grupo

Dona Lina faz fantasias para criança, aceitando encomendas de várias classes da mesma escola. “É muito rentável porque você faz varias de uma vez. Toma tempo, mas logo você pega o jeito da peça e a produção fica mais rápida”, conta ela, que já confeccionou 300 fantasias em cinco meses para as escolas da região.

3. Dedicação com o cliente

Dona Lina trata cada cliente como se fosse único. “É importante se organizar para não atrasar as peças, para ganhar credibilidade”, explica. No caso das fantasias, ela coloca cada uma em um cabide com plástico e o nome da criança, fazendo a prova para ver se não tem ajustes a serem feitos. No dia do espetáculo, ela fica atrás das cortinas ajudando os alunos a colocar e tirar a fantasia “Gosto de ver o meu trabalho no palco, brilhando junto com os pequenos”, conta ela.

4. Organização com o tempo

Você organiza o seu próprio horário de trabalho, por isso é importante saber trabalhar bem em casa. Dona Lina trabalha das 8h às 11h30 e das 13h às 18h, de segunda a sexta-feira. “Além de definir um horário, é interessante estabelecer metas para a semana, por exemplo, essa semana eu vou fazer 20 encomendas”, indica.

5. Satisfação profissional

Costurar é um trabalho manual repleto de detalhes e gostar do que faz é essencial para um trabalho bem feito. “Se você não gosta de costurar acaba fazendo mal feito, aí tem que desmanchar, fazer de novo, e acaba deixando de ser uma coisa prazerosa”, explica a profissional.

6. Cuidado na compra de material

Não compre material além do que você tem encomendado. Mesmo que seja mais barato comprar uma quantidade maior de tecido, vai ser difícil depois você encontrar comprador para o material que sobrou. Aí o que parecia economia, acaba virando prejuízo.

Por dentro dos botões – Glossário

Conheça os termos mais comuns no mundo da costura



Abridor de casa: é um instrumento utilizado para abrir casas de botões feitas na máquina. Também chamado de desmancha costura, ele desfaz a parte que foi costurada rapidamente.
Bainha: nome dado a uma barra pequena.
Barra: tecido que é dobrado para dentro e costurado, ficando escondido e reduzindo o comprimento da peça.
Barra italiana: é o nome dado para a barra que é virada e costurada para o lado de fora. A barra italiana teve início quando Rei Eduardo VII dobrou a barra de suas calças em um dia chuvoso para não se molhar.
Bobina: também conhecido como carretilha, é um objeto que pode ser complementada a maquina de costura para fornecer a linha de costura por baixo da máquina.
Casa do botão: é chamado de casa o espaço onde o botão ocupará o lugar ao ser fechado.
Cava: é o espaço de abertura de passagem do braço, onde você pode pregar a manga.
Corpete: também chamado de corpo, é a parte superior da roupa que fica no tronco do cliente.
Cós: é a tira que faz o acabamento da cintura em calças, shorts, bermudas e saias.
Drapeado: é o caimento das pregas feitas em uma peça, que dão o efeito de “forminha” de doce.
Entrelaçado: é o fechamento da roupa com fitas cruzadas entre si.
Forro: é o tecido que cobre a parte interna da roupa.
Fenda: é uma parte aberta da costura, usada para facilitar os movimentos ou como decoração da peça.
Folga: é o tecido extra deixado de propósito para a roupa ficar mais solta e se ajustar ao corpo do cliente
Laminar: significa grudar dois tecidos com cola quente ou outro material.
Molde: é um tipo de cartão vendido em bancas de jornal ou lojas especializadas que contém as características daquele modelo de peça anotadas para serem usadas pela costureira

Gostou da dica? Confira outras 10 ideias de negócio para você montar em casa.





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