Como pagar a fatura do cartão de crédito?

Ao não fazer o pagamento total do cartão de crédito, você está pegando um tipo de empréstimo com o banco, que cobra altos juros por isso. Entenda!

Como pagar a fatura do cartão de crédito?

Ter um cartão de crédito é um grande alívio quando queremos comprar algo de grande valor e não temos todo o dinheiro na hora, pois, com ele, é possível parcelar a compra e fazer o pagamento aos poucos.

Dependendo no limite do cartão, você pode fazer muitas compras, chegando a pensar que tem mais dinheiro do que realmente tem. A infeliz surpresa é quando a fatura chega e você percebe que não conseguirá pagá-la em seu valor total. O que fazer quando isso acontece?

Felizmente, os bancos, lojas e financeiras disponibilizam outras formas de pagamento, como o pagamento mínimo e o parcelamento da fatura. Porém, apesar de parecerem inofensivos e de grande auxílio, esses meios cobram altas taxas, fazendo com que você pague muito mais do que realmente estava devendo. Entenda como eles funcionam e porque você deve fugir deles.

Entenda o pagamento mínimo do cartão

O pagamento mínimo equivale a 15% do valor total da sua fatura. Quando você escolhe essa opção, é como se você pegasse emprestado os 85% restantes que você não pagou, para pagar só na fatura seguinte. No próximo mês, você não apenas terá que pagar esse empréstimo, também chamado de crédito rotativo, como os juros que incidem sobre ele e as compras que forem feitas neste período, se elas existirem.

E as taxas de juros do rotativo do cartão estão entre as mais altas do mercado. Entre quatro dos cinco principais bancos do país, elas variam de 9% a 12% ao mês, aproximadamente. Isto quer dizer que, se você está devendo R$ 100 em um banco cuja taxa de juros é 10%, você deverá pagar os R$ 100 mais R$ 10 de juros. Já se estiver devendo R$ 500, a sua dívida final será de R$ 550.

Nova regra do rotativo

Até abril de 2017, era possível fazer o pagamento mínimo da fatura por vários meses consecutivos, o que fazia com que muitas pessoas se endividassem rapidamente. Além disso, com as altas taxas de juros, maiores do que as de hoje, era comum que as dívidas fossem grandes e se multiplicassem com facilidade, como verdadeiras bolas de neve. Assim, quanto maior fosse a dívida, mais difícil era de se livrar dela.

No entanto, a partir desta data, a nova regra do rotativo entrou em vigor, não permitindo que o pagamento mínimo fosse realizado em duas faturas seguidas. Deste modo, não é possível utilizar o crédito rotativo por mais de 30 dias. Seguindo esta regra, o cliente pode efetuar o pagamento mínimo em uma fatura, e deve quitar toda a dívida na fatura seguinte. Caso isso não aconteça, a conta é parcelada automaticamente.

O intuito da nova regra é, exatamente, evitar que o cliente contraia uma dívida que ele não consiga pagar. Porém, ela não impede que a dívida exista: se o pagamento mínimo for realizado, ainda haverá um débito a ser pago e com incidência de juros, mas menor do que anteriormente.

Parcelamento da fatura

O parcelamento da fatura permite que você faça o pagamento total da sua fatura aos poucos, com parcelas que cabem no seu orçamento. Porém, assim como no pagamento mínimo, essa opção sofre incidência de juros. As taxas são mais baixas do que as do crédito rotativo, mas não deixam de aumentar a dívida.

Caso você escolha fazer o parcelamento da sua fatura, lembre-se que as parcelas virão nas próprias faturas, como se você tivesse feito uma compra com o seu cartão. Assim, sua fatura será constituída pelas compras que você fizer mais o valor da parcela, que é composto por um valor para cobrir a sua dívida inicial e pelos juros.

Afinal, qual opção escolher?

A melhor opção sempre será efetuar o pagamento total da fatura, pois, assim, você escapa da cobrança de juros. Porém, como nem sempre é possível ir por este caminho, você deve analisar qual a melhor opção de acordo com o valor da sua dívida e com o seu orçamento.

Você pode optar por trocar a sua dívida por outra menor, como um empréstimo pessoal, que tem taxas de juros menores do que as do rotativo ou parcelamento. Vale, ainda, entrar em contato com o banco e tentar negociar, de modo que o seu planejamento financeiro não saia prejudicado e que você ainda consiga livrar-se desse débito.

Não deixe de conferir as 6 dicas da Konkero para negociar as dívidas no cartão de crédito.

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Julia Braz de Teves: jornalista formada em 2019 pela Universidade Nove de Julho. Já atuou na área de assessoria de imprensa, e já trabalhou como auxiliar administrativa-financeira, passando, inclusive, pelo departamento pessoal.


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